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Vegetarianismo
é o regime alimentar
segundo o qual nada que implique em sacrifício de
vidas animais
deva servir à alimentação. Assim, os
vegetarianos não comem carne e seus derivados. O
nome vegetariano não origina da alimentação
vegetal e, sim, do latim "vegetus" que significa
"forte", "vigoroso", "saudável".
Os
vegetarianos puros, ou veganos, excluem de sua alimentação
carnes, peixes,
aves,
laticínios (leite, manteiga, queijo, iogurte etc.),
ovos, mel, gelatina etc. Os veganos também evitam,
sempre que possível, o uso de couro, lã,
pele e seda, e de
produtos menos óbvios de origem animal, como óleos
e secreções, presentes em sabonetes, xampus,
cosméticos, detergentes, perfumes, filmes etc. |
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Alguns
alimentos típicos de uma dieta vegetariana |
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Vegetarianismo
é o regime alimentar
segundo o qual nada que implique em sacrifício de
vidas animais
deva servir à alimentação. Assim, os
vegetarianos não comem carne e seus derivados. O
nome vegetariano não origina da alimentação
vegetal e, sim, do latim "vegetus" que significa
"forte", "vigoroso", "saudável".
Os
vegetarianos puros, ou veganos, excluem de sua alimentação
carnes, peixes,
aves,
laticínios (leite, manteiga, queijo, iogurte etc.),
ovos, mel, gelatina etc. Os veganos também evitam,
sempre que possível, o uso de couro, lã,
pele e
seda, e de produtos menos óbvios de origem animal,
como óleos e secreções, presentes
em sabonetes, xampus, cosméticos, detergentes,
perfumes, filmes etc.
A
União Vegetariana Internacional define vegetarianismo
como "a prática de não comer carne,
aves, peixes ou seus subprodutos, com ou sem uso de laticínios
e ovos.
Razões para uma dieta vegetariana
Entre
outras razões para adotarmos uma dieta vegetariana
destacam-se as seguintes: anatômicas e fisiológicas,
higiênicas, de saúdes, econômicas,
estéticas, ecológicas, éticas, espirituais
e religiosas. Vamos listar aqui as mais comuns.
Ambiental
e Econômica
Utilizar
menos recursos naturais para a obtenção
de alimentos.
Certamente
esse aspecto é muito esquecido pela maioria dos
ecologistas e da população, talvez por ser
escondido pelas grandes empresas produtoras de carne e
pelo interesse econômico do governo. Em 7 anos,
dobrou a produção mundial de carne: são
2500 milhões de toneladas anuais. Na Amazônia,
segundo estudo do Centro para Pesquisas Florestais Internacionais
(Cifor, na sigla em inglês)existia, em 2002, 57,4
milhões de cabeças de gado contra 22 milhões
de habitantes, ou seja, muito mais gado do que pessoas.
De acordo com o Cifor, para cada hectare destinado à
agricultura na Amazônia, existem hoje seis hectares
de pastagens para o gado. Temos hoje inúmeros dados
que provam os grandes impactos, muitas vezes irreversíveis,
que o consumo de carne implica. A pecuária foi
o principal fator responsável pelo desmatamento
da mata atlântica, da caatinga, do cerrado e agora
da Amazônia. O desmatamento da Amazônia por
queimadas gera 2 milhões de toneladas anuais de
CO2 , o que corresponde a 2/3 das emissões brasileiras
de gases poluentes. Mesmo assim, no Brasil, vê-se
aumento na exportação de carne. Isso ocorre
por ser mais barato produzi-la aqui, justamente pelos
danos ambientais não serem interiorizados no preço
da carne exportada. Ou seja: com a pecuária, retiram-se
muito mais recursos do país do que se recompõe
(fonte: João M. Filho – Instituto Peabiru,
Belém).
Para
se ter uma idéia, a indústria de carne é
uma das maiores responsáveis pela poluição
da água, pois, apenas para se ater a um exemplo,
um porco excreta de 7 a 8 vezes mais que um ser humano
por dia. Uma criação de porcos média
produz tantos excrementos quanto uma cidade com 12 mil
habitantes. Esses excrementos vão parar em açudes
ou em alguns esterqueiros muito mal planejados. Além
disso, a pecuária é uma das maiores consumidoras
de água. São necessários 35 litros
de água por dia para sustentar um boi e de 90 litros
por dia para sustentar uma vaca leiteira (dados da FAO
– Food and Agriculture Organization). Para se produzir
1 kg de carne, precisa-se de 15 mil litros de água;
no entanto, para se produzir 1 kg de cereal, precisa-se
de 1,3 mil litros de água. É uma diferença
gritante para um mundo que está sofrendo com vários
problemas relacionados à falta de água.
A produção de um único hambúrguer
consome uma quantidade de água suficiente para
17 banhos de chuveiro. Além disso, a produção
industrial de animais é responsável pela
infiltração de medicamentos e hormônios
nos lençóis freáticos (fonte: Natürlich
Vegetarisch e EarthSave Magazine - Primavera 2000).
Na
questão da terra, temos cerca de 80% das áreas
cultiváveis usadas para a criação
de animais. Em um hectare de terra podem ser plantados
22.500 kg de batatas, mas, na mesma área, só
podem ser produzidos 185 kg de carne bovina (dados da
FAO). Num país onde a maior parte da população
é miserável e passa fome, a maior parte
dos alimentos produzidos é destinado para sustentar
o luxo da carne, sendo que a carne alimenta somente uma
pequena parcela da população, essa que certamente,
se deixasse de comer carne, não iria passar fome,
pois tem acesso a variedades de fontes alternativas. Além
disso, com os cereais produzidos para a demanda da pecuária,
poderíamos alimentar 1/3 da população
mundial, que é a que passa fome. Estudos patrocinados
por entidades ecológicas norte-americanas concluem
que mais de 1 bilhão de pessoas poderiam alimentar-se
com os grãos, sobretudo soja, destinados à
alimentação do rebanho bovino norte-americano.
E mais: a economia em grãos conseguida se os americanos
reduzissem em apenas 10% o consumo de carne seria suficiente
para alimentar o mesmo número de pessoas que, segundo
os estudiosos, morre de fome no mundo a cada ano (fonte:
Como Defender a Ecologia, ed Nova Cultura).
O
peixe não escapa dessa. Só a indústria
de atum enlatado é responsável pela morte
de mais de 150 mil golfinhos por ano no Oceano Pacífico
(algumas fontes alegam que são 250 mil). A compra,
seja de uma lata de atum ou de qualquer outro peixe, está
estimulando a matança indiscriminada de golfinhos
– animais tidos como os mais inteligentes depois
do homem. O problema ocorre porque os atuns e outros peixes
se concentram freqüentemente sob cardumes de golfinhos,
que acabam sendo apanhados pelas redes e arrastados para
o fundo, onde morrem afogados. Lamentavelmente, às
vezes morrem mais de cem golfinhos para que se possa pescar
uma dúzia de atuns (fonte: Como Defender a Ecologia,
ed Nova Cultura).
Podemos
ver claramente, com esses dados, que o bife de cada dia
tem um impacto ambiental assustador. As catástrofes
da seca na Amazônia, o clima descontrolado no sul
e do sudeste do país e a perda da biodiversidade
são apenas alguns exemplos do que os grandes rebanhos
causam no mundo.
Espiritual
Há
ainda pessoas que são vegetarianas por razões
religiosas, como por exemplo alguns adventistas do sétimo
dia, alguns budistas, os espíritas e os hindus.
Outras
que o são por razões filosóficas,
como por exemplo os Rosacrucianos da Fraternidade Rosacruz
(Max Heindel).
Ética
Do
ponto de vista ético, a carne em nossa mesa implica
em crueldade com os animais, bem como com o próprio
ser humano, uma vez que sua produção é
anti-econômica e a quantidade de alimento produzido
em uma mesma extensão de terra é muito menor
do que quando dedicada à lavoura. Portanto, em
um mundo onde a fome ainda é uma realidade para
grande parte da família humana, torna-se, o comer
carne, um hábito suntuoso, totalmente inaceitável.
A
maneira como os animais são criados em espaços
reduzidos, confinados em gaiolas ou em ambientes superlotados
é cruel e desumana. Os animais são muito
ligados à sua prole; quando criados confinados
são impedidos de seguir seus instintos, o que os
faz sofrer intensivamente. A forma como são abatidos
é primitiva e violenta. Os métodos para
atordoá-los não são confiáveis
e muitos são esquartejados, esfolados, queimados
e/ou depenados ainda vivos.
Os
animais são transportados para o abate em condições
péssimas, muitas vezes ficando sem alimento ou
água por longos períodos de tempo. Em vista
disso, muitos morrem a caminho do matadouro.
Nutricional
Do
ponto de vista da saúde o regime vegetariano é
amplamente favorável. Segundo alguns nutricionistas
há um forte consenso de que a dieta vegetariana
é mais saudável do que as que dão
ênfase aos alimentos de origem animal. Porém,
há quem conteste esse argumento; a elaboração
de uma dieta saudável depende sempre do metabolismo
da pessoa em questão e em diversos casos as carnes
são sim parte importante de uma dieta saudável.
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Vegetarianismo. |
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