O
Albatroz-real-setentrional (Diomedea
sanfordi) é uma ave procelariforme pertencente
à família Diomedeidae (albatrozes).
Os
adultos distinguem-se do albatroz-real-meridional e do
albatroz-errante por apresentarem a combinação
única de dorso branco com a face superior das asas
totalmente negras. Os juvenis deixam o ninho com plumagem
muito similar à dos adultos mas a diferença
reside num número variável de penas escuras
no dorso que produzem um efeito manchado e algumas penas
escuras no alto da cabeça. O albatroz-real-setentrional
apresenta as narinas bulbosas e a borda da maxila negra
tal como o albatroz-real-meridional.
A
época de reprodução começa
com a chegada destas aves às colônias de
reprodução em setembro. As posturas ocorrem
entre o final de outubro e meados de novembro e são
seguidas pela incubação de um ovo que dura
em média 79 dias. O juvenil deixa o ninho após
cerca de 32 a 38 semanas. A reprodução dos
albatrozes-real-meridional começa entre os 6 e
11 anos de idade. Estas aves podem viver até aos
61 anos. A espécie nidifica apenas em três
ilhotas do grupo das Ilhas Chatam (Motuhara, Big Sister
e Little Sister) e em Taiaroa Head na Nova Zelândia.
Após o período de reprodução,
as aves voam para leste até a costa do Chile e
Peru, sendo observadas sobre a plataforma continental,
onde se alimentam e realizam a muda. Daquele lugar as
aves contornam o Cabo Horn e são encontradas sobre
a plataforma continental da Argentina (incluindo as Malvinas)
e sul do Brasil, que parecem ser importantes áreas
de alimentação. As aves migram através
do Atlântico passando pela costa sul-africana e
dali pelo oceano austral, retornando às áreas
de nidificação.
A
dieta destas aves varia de população para
população mas é essencialmente constituída
por cefalópodes e peixes.
A
população das ilhas Chatham (99% da população
global) é estimada em 6.500-7.000 pares, e 27 casais
estavam presentes em Taiaroa Head em 1995, incluindo cinco
híbridos. A espécie é considerada
globalmente em perigo e está listada no Apêndice
II da Convenção de Espécies Migratórias
(CMS).