A
ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é
uma ave que encontrava-se em bandos no ecossistema brasileiro
denominado Caatinga. Devido ao fato de ser uma espécie
endêmica (que só ocorre na região)
do Nordeste brasileiro, em especial nos estados da Bahia,
Piauí e Maranhão, e a suas características
peculiares de proliferação e vida, foi considerada
extinta na natureza em 2000, quando seu último
exemplar livre foi visto.
É
a menor arara brasileira existente. Sua beleza, o pequeno
tamanho, menos de 60 cm, e a capacidade de imitar a voz
humana, atraem os traficantes de pássaros. Atualmente,
é a ave que corre mais risco de extinção
dentro da fauna do Brasil.
O
seu nome específico é uma homenagem ao naturalista
alemão Johann Baptiste von Spix
Alimentação
É
herbívora, mas em cativeiro é alimentada
com uma ração especial que tem todos os
elementos necessários para a sua sobrevida. Gosta
de frutos, tendo preferência pelo buriti.
Características
Os
psittaciformes apresentam características especiais,
pois ao longo de sua vida têm apenas um parceiro,
formando casais fiéis por toda a vida. Se algum
deles morre, o outro permanece sozinho ou apenas se integra
a um novo grupo.
Não
há mais nenhum espécime da Ararinha Azul
na natureza. Todas as existentes no mundo estão
em cativeiro.
A
Ararinha Azul é uma espécie predominantemente
brasileira e seu habitat natural é a região
de Curaçá, no extremo norte da Bahia, ao
sul do rio São Francisco.
O
habitat natural são as áreas úmidas
do sertão, onde riachos temporários permitem
a existência de árvores mais altas, característica
típica da região de Curaçá.
A
ararinha faz ninho em ocos de árvores bem altas
e antigas. Em decorrência de corte indiscriminado
de árvores da caatinga, aonde resta apenas árvores
mais jovens, não tão desenvolvidas e altas,
têm dificultado em muito a reprodução
desta espécie, inclusive sua adaptação
ás novas condições.
Quase
extinção
Mas
o maior responsável pelo desaparecimento desta
ave é o intenso tráfico. Os compradores
são atraídos pela sua intensa cor azul e
principalmente pela ganância de possuir uma espécie
tão rara.
Um
exemplar da Ararinha Azul chega a custar no mercado negro
cerca de U$ 100.000,00. Atualmente existem 68 exemplares
da Ararinha Azul no mundo.
As
décadas de 70 e 80 foram as mais críticas
para a espécie, num período em que o tráfico
atuava fortemente para fora do Brasil.
Atualmente
existem 68 exemplares da Ararinha Azul no mundo. Destes,
apenas seis podem ser encontrados no Brasil, sendo que
dois estão em exposição no Zoológico
de São Paulo.
Apesar
de ser um casal, as ararinhas da Fundação
Parque Zoológico de São Paulo, ainda não
tiveram filhotes.
Mesmo
com intensas campanhas de educação ambiental
e inúmeros projetos de ecologia e conservação,
esta espécie não vive mais solta na natureza,
restando algumas em cativeiro, onde é extremamente
rara a sua reprodução.
Há
vários programas em andamento para sua recuperação,
porem todos em passos lentos.
Recentemente
no ano de 2001, foi visto um exemplar macho solto na natureza.
Mas tudo indica que foi libertado por alguma pessoa.