O
lobo pré-histórico era semelhante ao lobo
cinzento em tamanho e aspecto geral, medindo cerca de
1,5 metros de comprimeto com cerca de 50 kg de peso. É
provável que vivesse em alcateias unidas por laços
familiares e que caçasse em grupo. A principal
diferença entre as espécies encontra-se
na estrutura do esqueleto, mais massivo e pesado no lobo
pré-histórico. Esta espécie tinha
patas proporcionalmente mais curtas, cabeça maior
e mais pesada, mas menor capacidade craniana. Os dentes
do lobo-pré-histórico eram também
maiores e mais fortes que os do lobo cinzento, capazes
de esmagar ossos. Estas características sugerem
que não fosse um bom corredor e que se alimentasse
à base de animais lentos e de grande porte, de
presas incapacitadas e carcaças, um pouco como
as hienas actualmente, mas também como outros pedradores
seus contemporâneos, os felinos de dentes de sabre
como o Smilodon, que também apresentavam adaptações
evolutivas para a caça ativa de animais de grande
porte.
O
lobo pré-histórico evoluíu provavelmente
na América do Sul e surge no registo fóssil
da América do Norte há cerca de 100,000
anos. A espécie depressa se tornou num predador
de topo mas entrou em declínio há 16,000
anos atrás, coincidindo com a chegada dos primeiros
humanos ao continente americano através do Estreito
de Bering. As causas para a extinção do
lobo pré-histórico não são
conhecidas com toda a clareza, mas supõe-se que
estejam relacionadas com o impacto do Homem na megafauna
da América do Norte. À medida que as suas
presas tradicionais, como os megatérios iam desaparecendo,
o lobo pré-histórico foi empurrado para
uma dieta essencialmente necrófaga e extinguiu-se
há 10,000 atrás. Em contraste, o lobo cinzento
que se alimentava de animais mais pequenos e velozes que
sobreviveram à chegada do homem, não sofreu
qualquer impacto e mantém-se até aos dias
de hoje.
Os
primeiros fósseis de lobos pré-históricos
foram descobertos por Francis Lick nas margens do rio
Ohio em 1854, mas a principal jazida desta espécie
são os poços de betume de La Brea na Califórnia
onde se descobriram mais de 3,600 exemplares.