As
lulas são moluscos marinhos da
classe Cephalopoda, subclasse Coleoidea, ordem Teuthida,
que inclui duas subordens, Myopsina e Oegopsina (esta
última inclui a espécie Architeuthis dux,
a lula gigante).
Como
todos os cefalópodes, caracterizam-se por possuírem
cabeça distinta, simetria bilateral e tentáculos
com ventosas. Assim como o choco, a lula tem dez tentáculos,
dos quais dois se destacam. As lulas têm cromatóforos
na sua pele e a capacidade de expelir tinta como resposta
a uma ameaça. Sendo coleóides, têm
um endoesqueleto que na lula é uma placa única.
As lulas movem-se com a ajuda de um sifão capaz
de expelir água sob pressão. Na boca, as
lulas apresentam a rádula quitinosa que lhes permite
triturar alimentos e que é a característica
comum a todos os moluscos. As lulas respiram por duas
guelras e têm um sistema circulatório bombeado
por um coração principal e dois subsidiários.
São animais exclusivamente carnívoros, alimentando-se
de peixes e outros vertebrados, que capturam através
dos tentáculos.
A
maioria das lulas não tem mais que 60 cm de comprimento,
mas já foram identificadas lulas gigantes com 20
metros, que são os maiores invertebrados do mundo.
A
lula é uma comida popular em muitas partes de mundo
e parte integrante de muitas gastronomias regionais incluíndo
a Portuguesa e a Brasileira. Na Espanha os calamares são
uma receita feita de lulas fritas em rodelas.