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>>> Zoologia >>> Peixes |
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Um peixe é um animal aquático
poiquilotérmico. As principais adaptações
a este meio de vida são o corpo fusiforme, as guelras
ou brânquias com que respira o oxigénio dissolvido
na água, os membros transformados em barbatanas
e, na sua maior parte, o corpo coberto de escamas.
Os
peixes (28.500 espécies catalogadas na FishBase)
são, na maior parte das vezes, divididos nos seguintes
grupos:
* peixes ósseos (Osteichthyes, com mais 22.000
espécies) à qual pertencem as sardinhas,
as garoupas, o bacalhau, o atum e, em geral, todos os
peixes com o esqueleto ósseo;
* peixes cartilaginosos (Chondrichthyes, mais de 800 espécies)
à qual pertencem os tubarões e as raias;
e
* vários grupos de peixes sem maxilas (antigamente
classificados como Agnatha ou Cyclostomata, com cerca
de 80 espécies), incluindo as lampréias
e as mixinas.
A
palavra peixe usa-se por vezes para designar vários
animais aquáticos (por exemplo na palavra peixe-mulher
para designar o dugongo). Mas a maior parte dos organismos
aquáticos muitas vezes designados por "peixe",
incluindo as medusas e água-vivas, os moluscos
e crustáceos e mesmo animais muito parecidos com
os peixes como os golfinhos, não são peixes.
Os
peixes encontram-se em praticamente todos os ecossistemas
aquáticos, tanto em água doce como salgada,
desde a água da praia até às grandes
profundezas dos oceanos (ver biologia marinha). Mas há
alguns lagos hiper-salinos, como o Grande Lago Salgado,
nos Estados Unidos da América do Norte onde não
vivem peixes.
Os
peixes têm uma grande importância para a humanidade
e desde tempos imemoriais foram pescados para a sua alimentação.
Muitas espécies de peixes são criadas em
condições artificiais (ver aquacultura),
não só para alimentação humana,
mas também para outros fins, como os aquários.
Há algumas espécies perigosas para o Homem,
como os peixes-escorpião que têm espinhos
venenosos e algumas espécies de tubarão,
que podem atacar pessoas nas praias. Mas é necessário
referir que muitas espécies de peixe se encontram
ameaçadas de extinção, quer por pesca
excessiva, quer por deterioração dos seus
habitats.
Os
peixes bebem água, eles retiram oxigênio
da água para respirar. Uma enguia, por exemplo,
toma o equivalente a uma colher de sopa de água
por dia. Os peixes também retiram uma certa quantidade
de água dos alimentos. Por viverem em meio líquido,
não precisam beber água para hidratar a
pele, como fazem os animais terrestres.
Os
peixes urinam, mas nem todos urinam da mesma maneira.
Os peixes de água doce precisam eliminar o excesso
de água que se acumula em seus corpos. Seus rins
produzem muita urina para evitar que os tecidos fiquem
saturados. Comparados aos peixes de água doce,
os peixes de água salgada, que já perdem
água por osmose, produzem muito menos urina.
O
ramo da zoologia que estuda os peixes do ponto de vista
da sua posição sistemática é
a ictiologia. No entanto, os peixes são igualmente
estudados no âmbito da ecologia, da biologia pesqueira,
da fisiologia, etc.
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Classificação
ecológica
Uma
forma de classificar os peixes é segundo o seu
comportamento relativamente à região das
águas onde vivem; este comportamento determina
o papel de cada grupo no ambiente aquático:
* pelágicos (do latim pelagos, que significa o
"mar aberto") – os peixes que vivem geralmente
em cardumes, nadando livremente na coluna de água;
fazem parte deste grupo as sardinhas, as anchovas, os
atuns e muitos tubarões.
* demersais – os que vivem a maior parte do tempo
em associação com o substrato, quer em fundos
arenosos como os linguados, ou em fundos rochosos, como
as garoupas. Muitas espécies demersais têm
hábitos territoriais e defendem o seu território
activamente – um exemplo são as moreias,
que se comportam como verdadeiras serpentes aquáticas,
atacando qualquer animal que se aproxime do seu esconderijo.
* batipelágicos – os peixes que nadam livremente
em águas de grandes profundidades.
* mesopelágicos – espécies que fazem
grandes migrações verticais diárias,
aproximando-se da superfície à noite e vivendo
em águas profundas durante o dia. Exemplo deste
grupo são os peixes-lanterna.
Hábitos
alimentares
Os
peixes pelágicos de pequenas dimensões como
as sardinhas são geralmente planctonófagos,
ou seja, alimentam-se quase passivamente do plâncton
disperso na água, que filtram à medida que
"respiram", com a ajuda de branquispinhas, que
são excrecências ósseas dos arcos
branquiais (a estrutura que segura as brânquias
ou guelras).
Algumas
espécies de maiores dimensões têm
também este hábito alimentar, incluindo
algumas baleias (que não são peixes, mas
mamíferos) e alguns tubarões como os zorros
(género Alopias). Mas a maioria dos grandes peixes
pelágicos são predadores activos, ou seja,
procuram e capturam as suas presas, que são também
organismos pelágicos, não só peixes,
mas também cefalópodes (principalmente lulas),
crustáceos ou outros.
Os
peixes demersais podem ser predadores, mas também
podem ser herbívoros, se se alimentam de plantas
aquáticas, detritívoros, ou seja, que se
alimentam dos restos de animais e plantas que se encontram
no substrato, ou serem comensais de outros organismos,
como a rémora que se fixa a um atum ou tubarão
através dum disco adesivo na topo da cabeça
e se alimenta dos restos de comida que caem da boca do
seu hospedeiro (normalmente um grande predador), ou mesmo
parasitas de outros organismos.
Alguns
peixes abissais e também alguns neríticos,
como os diabos (família Lophiidae) apresentam excrescências,
geralmente na cabeça, que servem para atrair as
suas presas; essas espécies costumam ter uma boca
de grandes dimensões, que lhes permitem comer animais
quase do seu tamanho. Numa destas espécies, o macho
é parasita da fêmea, fixando-se pela boca
a um "tentáculo" da sua cabeça.
Hábitos
de reprodução
A
maioria dos peixes são dióicos, ovíparos,
a fertilização dos óvulos é
externa e não existem cuidados parentais. Nas espécies
que vivem em cardumes, as fêmeas desovam nas próprias
águas onde os cardumes vivem e, ao mesmo tempo,
os machos libertam o esperma na água, promovendo
a fertilização. Em alguns peixes pelágicos,
os ovos flutuam livremente na água – e podem
ser comidos por outros organismos, quer planctónicos,
quer nectónicos; por essa razão, nessas
espécies é normal cada fêmea libertar
um enorme número de óvulos. Noutras espécies,
os ovos afundam e o seu desenvolvimento realiza-se junto
ao fundo – nestes casos, os óvulos podem
não ser tão numerosos, uma vez que são
menos vulneráveis aos predadores.
No
entanto, existem excepções a todas estas
características e neste artigo referem-se apenas
algumas. Abaixo, na secção Migrações
dos Peixes encontram-se os casos de espécies que
se reproduzem na água doce, mas crescem na água
salgada e vice-versa.
Em
termos de separação dos sexos, existem também
(ex.: família Sparidae, os pargos) casos de hermafroditismo
e casos de mudança de sexo - peixes que são
fêmeas durante as primeiras fases de maturação
sexual e depois se transformam em machos (protoginia)
e o inverso (protandria).
Os
cuidados parentais, quando existem, apresentam casos bastante
curiosos. Nos cavalos-marinhos (género Hypocampus),
por exemplo, o macho recolhe os ovos fecundados e incuba-os
numa bolsa marsupial. Muitos ciclídeos (de que
faz parte a tilápia e algumas famosas espécies
de aquário endémicas do Lago Niassa (também
conhecido por Lago Malawi, na fronteira entre Moçambique
e o Malawi) guardam os filhotes na boca, quer do macho,
quer da fêmea, ou alternadamente, para os protegerem
dos predadores.
Refere-se
acima que a maioria dos peixes são ovíparos,
mas existem também espécies vivíparas
e ovovivíparas, ou seja, em que o embrião
se desenvolve dentro do útero materno. Nestes casos,
pode haver fertilização interna - embora
os machos não tenham um verdadeiro pênis,
mas possuem uma estrutura para introduzir o esperma dentro
da fêmea. Muitos destes casos encontram-se nos peixes
cartilagíneos (tubarões e raias), mas também
em muitos peixes de água doce e mesmo de aquário.
Hábitos de repouso
Os
peixes não dormem. Eles apenas alternam estados
de vigília e repouso. O período de repouso
consiste num aparente estado de imobilidade, em que os
peixes mantêm o equilíbrio por meio de movimentos
bem lentos.
Como
não tem pálpebras, seus olhos ficam sempre
aberto. Algumas espécies se deitam no fundo do
mar ou no rio, enquanto os menores se escondem em buracos
para não serem comigos enquanto descansam.
Migrações
dos peixes
Muitas
espécies de peixes (principalmente os pelágicos)
realizam migrações regularmente, desde migrações
diárias (normalmente verticais, entre a superfície
e águas mais profundas), até anuais, percorrendo
distâncias que podem variar de apenas alguns metros
até várias centenas de quilómetros
e mesmo pluri-anuais, como as migrações
das enguias.
Na
maior parte das vezes, estas migrações estão
relacionadas ou com a reprodução ou com
a alimentação (procura de locais com mais
alimento). Algumas espécies de atuns migram anualmente
entre o norte e o sul dum oceano, seguindo massas de água
com a temperatura ideal para eles.
Os
peixes migratórios classificam-se da seguinte forma:
* diádromos – peixes que migram entre os
rios e o mar:
o anádromos – peixes que vivem geralmente
no mar, mas se reproduzem em água doce;
o catádromos – peixes que vivem nos rios,
mas se reprouzem no mar;
o anfídromos – peixes que mudam o seu habitat
de água doce para salgada durante a vida, mas não
para se reproduzirem (normalmente por relações
fisiológicas, ligadas à sua ontogenia);
* potamódromos – peixes que realizam as suas
migrações sempre em água doce, dentro
dum rio ou dum rio para um lago; e
* oceanódromos – peixes que realizam as suas
migrações sempre em águas marinhas.
Os
peixes anádromos mais estudados são os salmões
(ordem Salmoniformes), que desovam nas partes altas dos
rios, se desenvolvem no curso do rio e, a certa altura
migram para o oceano onde se desenvolvem e depois voltam
ao mesmo rio onde nasceram para se reproduzirem. Muitas
espécies de salmões têm um grande
valor económico e cultural, de forma que muitos
rios onde estes peixes se desenvolvem têm barragens
com passagens para peixes (chamadas em inglês "fish
ladders" ou "escadas para peixes"), que
lhes permitem passar para montante da barragem.
O
exemplo mais bem estudado de catadromia é o caso
da enguia europeia que migra cerca de 6000 km até
ao Mar dos Sargaços (na parte central e ocidental
do Oceano Atlântico) para desovar, sofrendo grandes
metamorfoses durante a viagem; as larvas, por seu lado,
migram no sentido inverso, para se desenvolverem nos rios
da Europa.
Fonte:
Carl E. Bonds, Biology of Fishes, 2nd ed. (Saunders, 1996),
pp. 599-605.
Camuflagem
e outras formas de protecção
Os
peixes ocenódromos, como o salmão ultilizam
sua migração para se produzir e também
para alimentar seus filhotes, eles voltam para o rio onde
nasceram enfrentando várias barreras que os enfraquecem
até que eles possam morrer para dar alimento a
seus filhos.
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Anatomia
interna
esqueleto
Coração
Aparelho
digestivo / dentes
Bexiga
natatória
A
bexiga natatória é um órgão
que auxilia o peixe a manter-se a determinada profundidade
através do controlo da sua densidade relativamente
à da água. É um saco de paredes flexíveis,
derivado do intestino que pode expandir-se ou contrair
de acordo com a pressão; tem muito poucos vasos
sanguíneos, mas as paredes estão forradas
com cristais de guanina, que a fazem impermeáveis
aos gases.
A
bexiga natatória possui uma glândula que
permite a introdução de gases, principalmente
oxigénio, na bexiga, para aumentar o seu volume.
Noutra região da bexiga, esta encontra-se em contacto
com o sangue através doutra estrutura conhecida
por "janela oval", através da qual o
oxigénio pode voltar para a corrente sanguínea,
baixando assim a pressão dentro da bexiga natatória
e diminuindo o seu tamanho.
Nem
todos os peixes possuem este órgão: os tubarões
controlam a sua posição na água apenas
com a locomoção; outros peixes têm
reservas de tecido adiposo para essa finalidade.
A
presença de bexiga natatória traz uma desvantagem
para o seu portador: ela proíbe a subida rápida
do animal dentro da coluna de água, sob o risco
daquele órgão rebentar.
A
denominação bexiga natatória, foi
substituída por Vesicula Gasosa.
Anatomia
externa
Para
além de mostrar diferentes adaptações
evolutivas dos peixes ao meio aquático, as características
externas destes animais (e algumas internas, tais como
o número de vértebras) são muito
importantes para a sua classificação sistemática
Forma
do corpo
A
forma do corpo dos peixes "típicos" –
basicamente fusiforme – é uma das suas melhores
adaptações à locomoção
dentro de água. A maioria dos peixes pelágicos
(ver acima), principalmente os que formam cardumes activos,
como os atuns, apresentam esta forma "típica".
No
entanto, há bastantes variações a
esta forma típica, principalmente entre os demersais
e nos peixes abissais (que vivem nas regiões mais
profundas dos oceanos). Nestes últimos, o corpo
pode ser globoso e apresentar excrescências que
servem para atrair as suas presas.
A
variação mais dramática do corpo
dos peixes encontra-se nos Pleuronectiformes, ordem a
que pertencem os linguados e as solhas. Nestes animais,
adaptados a viverem escondidos em fundos de areia, o corpo
sofre metamorfoses durante o seu desenvolvimento larvar,
de forma que os dois olhos ficam do mesmo lado do corpo
– direito ou esquerdo, de acordo com a família.
Muitos
outros peixes demersais têm o corpo achatado dorsi-ventralmente
para melhor se confundirem com o fundo. Alguns, como os
góbios, que são peixes muito pequenos que
vivem em estuários, têm inclusivamente as
barbatanas ventrais transformadas num disco adesivo, para
evitarem ser arrastados pelas correntes de maré
Os
Anguilliformes (enguias, congros e moreias) têm
o corpo "anguiliforme", ou seja em forma de
serpente, assim como algumas outras ordens de peixes.
Barbatanas
As
barbatanas são os órgãos de locomoção
dos peixes. São extensões da derme (a camada
profunda da pele suportadas por lepidotríquias,
que são escamas modificadas e funcionam como os
raios das rodas de bicicleta. Por essa razão, chamam-se
raios os que são flexíveis, muitas vezes
segmentados e ramificados, ou espinhos, qando são
rígidos e podem ser ocos e possuir um canal para
a emissão de veneno.
Os
números de espinhos e raios nas barbatanas dos
peixes são importantes caracteres para a sua classificação,
havendo mesmo chaves dicotómicas para a sua identificação
em que este é um dos principais factores.
Tipicamente,
os peixes apresentam os seguintes tipos de barbatanas:
* uma barbatana dorsal
* uma barbatana anal
* uma barbatana caudal
* um par de barbatanas ventrais (ou barbatanas
pélvicas) e
um
par de barbatanas peitorais.
Apenas
as barbatanas pares têm relação evolutiva
com os membros dos restantes vertebrados.
Algumas
ou todas estas barbatanas podem faltar ou estar unidas
- já foi referida a transformação
das barbatanas peitorais dos góbios num disco adesivo
– mas as uniões mais comuns são entre
as barbatanas ímpares, como a dorsal com a caudal
e anal com caudal (caso de algumas espécies de
linguados).
As
barbatanas têm formas e cores típicas em
alguns grupos de peixes – são bem conhecidas
as barbatanas dorsais dos tubarões! Para além
de avisarem os banhistas para sairem da água, em
praias onde eles podem aparecer e ser perigosos, são
um importante petisco na China.
Para
além da coloração do corpo, a forma
e cor das barbatanas são decisivas para os aquaristas,
de tal forma que chegam a ser produzidas variedades de
espécies com barbatanas espectaculares, como o
famoso cauda-de-véu, uma variedade do peixinho-dourado
(Carassius auratus).
Alguns
grupos de peixes, para além da barbatana dorsal
com espinhos e raios (que podem estar separadas), possuem
uma barbatana adiposa, normalmente perto da caudal. É
o caso dos salmões e dos peixes da família
do bacalhau (Gadídeos).
Escamas
ou placas
A
pele dos peixes é fundamentalmente semelhante à
dos outros vertebrados, mas possui algumas características
específicas dos animais aquáticos. O corpo
dos peixes está normalmente coberto de muco que,
por um lado diminui a resistência da água
ao movimento e, por outro, os protege dos inimigos. Embora
haja muitos grupos de peixes com pele nua, como as enguias,
a maior parte dos peixes tem-na coberta de escamas que,
ao contrário dos répteis, têm origem
na própria derme.
Os
peixes apresentam quatro tipos básicos de escamas:
* ciclóides, as mais comuns, normalmente finas,
sub-circulares e com a margem lisa ou finamente serrilhada;
* ctenóides, também sub-circulares, mas
normalmente rugosas e com a margem serrilhada ou mesmo
espinhosa;
* ganóides , de forma sub-romboidal e que podem
ser bastante grossas como as dos esturjões; e
* placóides, normalmente duras com um ou mais espinhos,
de formas variadas.
Alguns
grupos de peixes têm o corpo coberto de placas ou
mesmo uma armadura rígida, como o peixe-cofre e
os cavalos-marinhos. Esta armadura pode estar ornamentada
com cristas e espinhos e apresenta fendas por onde saem
as barbatanas.
Linha
lateral
Um
órgão específico dos peixes é
a linha lateral, normalmente formada por uma fiada longitudinal
de escamas perfuradas através das quais corre um
canal que tem ligação com o sistema nervoso;
aparentemente, este órgão tem funções
relacionadas com a orientação, uma espécie
de sentido do olfacto através do qual os peixes
reconhecem as características das massas de água
(temperatura, salinidade e outras).
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CLASSIFICAÇÃO
SISTEMÁTICA DOS PEIXES |
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A
classificação simplificada no topo desta página
é a mais próxima da utilizada por Lineu, mas
esconde algumas características importantes que fazem
deste grupo dos "Peixes" um agregado de espécies
com diferentes aspectos evolutivos. Por essa razão,
as classificações mais recentes – ver
o projecto Árvore da Vida Tree of Life – abandonaram
alguns taxa tradicionais:
Não
restam dúvidas que TODOS os peixes pertencem ao
* Domínio Eukariota, ao
*Reino Animalia, aos clades
* Metazoa
* Bilateria
* Deuterostomia, ao filo
*Chordata e, dentro deste, ao clade
* Craniata
A
partir deste ponto, os estudos evolutivos mostraram divergências:
O
taxon classe tem sido usado (e, na Wikipedia em inglês
encontramos vários exemplos) para vários clades
diferentes. Por essa razão e até os taxonomistas
acordarem numa forma de classificação científica
consensual, devemos abster-nos de utilizar esse taxon. Os
peixes, tanto espécies existentes, como fósseis
dividem-se pelos seguintes clades:
* Hyperotreti – as mixinas (peixes sem coluna vertebral)
e
* Vertebrata - um clade que inclui as lampréias e
os restantes vertebrados com maxilas;
Dentro
dos vertebrados, consideram-se os clades
* Hyperoartia - as lampréias (que têm coluna
vertebral, mas não têm maxilas);
* Gnathostomata – todos os animais com maxilas;
e
mais sete grupos fósseis.
Dentro
dos Gnathostomata, são aceites os
seguintes clades:
* Teleostomi – animais com boca terminal;
* Chondrichthyes – tubarões e raias –
boca sub-terminal ou ventral;
* Acanthodii (extintos) e
* Placodermi (extintos).
Dentro
dos Teleostomi
* Osteichthyes – animais com tecido ósseo endocondral
e com dentes implantados nas maxilas, e
* Acanthodi (extintos)
Dentro
dos Osteichthyes
* Sarcopterygii – um grupo que inclui os peixes com
barbatanas lobadas:
* Coelacanthimorpha – os celacantos, os
*Dipnoi – os peixes pulmonados ou dipnóicos
* os tetrápodes, ou seja, os restantes vertebrados
(batráquios, répteis, aves e mamíferos;
e os
* Actinopterygii - peixes com raios ou lepidotríquias
nas barbatanas, ou seja, os "teleósteos",
que incluem a maioria das ordens de peixes actuais e algumas
outras com divergências filogenéticas.
Para
a lista mais aceite das ordens dos peixes – incluíndo
as que são classificadas nos diferentes clades mencionados
– consultar a FishBase.
Dentro
desta classificação, os tradicionais taxa
Agnatha (peixes sem maxilas), Ostracodermi (formas fósseis
sem maxilas) e Cyclostomata (peixes sem maxilas, como as
mixinas e lampréias) não devem ser utilizados,
uma vez que não são monofiléticos.
Grande
parte do material usado nesta secção foi retirado
do projecto Tree of Life, especialmente das páginas
com "copyright" de Philippe Janvier (1997) e de
David R. Maddison.(1995) |
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| O CASTELO
ANIMADO é tão maravilhoso quanto A VIAGEM DE CHIHIRO. |
Mais um grande
sucesso em animação da parceria Disney/Pixar. |
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