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Porco
(Sus domesticus) é um mamífero, não-ruminante,
da família dos artiodáctilos. A espécie
evoluiu a partir do javali selvagem, embora haja controvérsia
quanto à espécie exata: há quem acredite
que descendem dos Sus scrofa, javali que habitava grandes
regiões da Europa, e também quem acredite
que sua origem é o Sus vitatus, que vivia em grandes
quantidades na Ásia e na bacia do Mar Mediterrâneo.
É
um animal maciço, de patas curtas terminadas por
quatro dedos completos munidos de cascos. Sua cabeça
tem perfil triangular e tem um focinho cartilaginoso.
A dentadura, de tipo primitivo (44 dentes) apresenta caninos
fossadores revirados e incisivos inferiores alongados
(em forma de pá). Sua pele, de pelagem espaçada
(e cor geralmente rosada) recobre uma espessa camada de
toucinho.
Os
porcos são animais onívoros. Digerem bem
todos os alimentos, exceto os celulósicos. Embora
o consumo de sua carne seja proibido por algumas das principais
religiões (como o Islamismo e o Judaísmo),
a carne suína é a mais consumida no mundo
(responde por 44% do mercado de carnes), sendo considerada
saborosa por gastrônomos.
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Os
suínos, únicos artiodáctilos monogástricos
domésticos, apareceram na terra há mais de
40 milhões de anos.
Sua
domesticação, que antes se creditava aos chineses,
foi observada há 10.000 anos atrás, conforme
recente pesquisa do arqueólogo americano M. Rosemberg,
que descobriu que os primeiros homens de aldeias fixas,
tinham como principal fonte de alimento os suínos,
e não cereais como a cevada e o trigo.
Também
foi na antigüidade que se originaram as primeiras polêmicas
que cercam o consumo da carne suína. Moisés,
o legislador dos hebreus, proibiu o consumo da carne de
porco para seu povo, para evitar verminoses comuns, como
a solitária, da qual era vítima o povo judeu.
Durante
o Império Romano, houve grandes criações
e era apreciado sua carne em festas da Grande Roma e também
pelo povo. Carlos Magno prescrevia para seus soldados o
consumo da carne de suíno. Nesta época foram
editadas as leis sálica e borgonhesa, que puniam
com severidade os ladrões e matadores de porcos.
Na
idade média o consumo da carne de porco era grande,
passando a ser símbolo de gula, volúpia e
luxuria.
Os
suínos chegaram ao continente americano na segunda
viagem de Colombo, que os trouxe em [1494]] e soltou-os
na selva. Em [1499]], já eram numerosíssimos
e prejudicavam muito as plantações em todo
o continente. Os descendentes desses porcos chegaram a povoar
grande parte da América do Norte. Também chegaram
até o Equador, Peru, Colômbia e Venezuela.
Outro
episódio que comprova a excelente adaptação
de porcos a ambientes selvagens americanos ocorreu após
a Guerra do Paraguai: após a destruição
das fazendas paraguaias por soldados, os porcos foram soltos
no campo. Até hoje, a região central do Brasil
tem javalis descendentes destes porcos. O abate e a caça
a javalis são permitidas pela legislação
ambiental brasileira, pois não se trata de uma espécie
nativa - e muitas vezes é causadora de problemas
ecológicos com a fauna local, em especial no Pantanal. |
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No
mundo, os suínos respondem por 44% do consumo de
carnes; 29%, carne bovina; 23%, aves, e 4%, as demais carnes.
No Brasil, a carne bovina representa 52% do consumo total;
a carne de frango, 34%, e a suína, apenas 15%.
Os
porcos foram trazidos ao Brasil por Martim Afonso de Souza
em 1532. No início, os porcos brasileiros eram provenientes
de cruzamentos entre as raças portuguesas, e não
havia preocupação alguma com a seleção
de matrizes. Com o tempo, criadores brasileiros passaram
a desenvolver raças próprias. Com a destruição
gerada pela Uma das melhores raças desenvolvidas
no Brasil é o Piau. É branco-creme com manchas
pretas, pesa 68 kg aos seis meses, e 160 com 1 ano. Capado
e velho, pesa mais de 300 kg. Destina-se à produção
de carne e toucinho. O Canastrão é melhor
do que a raça lusitana Bizarra, da qual descende.
Outras raças desenvolvidas no Brasil incluem o Canastra,
o Sorocaba o o Tatu e o Carunchinho.
Nos
últimos anos, com a popularização das
técnicas de melhoramento genético, o plantel
brasileiro se profissionalizou. Também contribuiu
a importação de animais das raças Berkshire,
Tamworth e LargeBlack, da Inglaterra, e posteriormente das
raças Duroc e Poland China. A partir da Década
de 1930 chegaram as raças Wessex e Hampshire, e depois
o Landrace e o Large White.
O
Brasil é um grande exportador de carne suína,
tendo exportado 60 mil toneladas em 2002. Seus maiores clientes
são a Rússia, a Argentina e a África
do Sul. Em 2004, o mercado encontrava-se em uma crise de
abastecimento, com a demanda subindo e o plantel diminuindo.
A causa da crise foi o desabastecimento de ração
animal, proveniente do milho, e a falta de planejamento
do setor. Ainda assim, espera-se que a exportação
anual de suínos chegue a 250 mil toneladas até
2006. |
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